04/10/2011

Chega o momento.
Parece que existe um lapso de tempo entre o momento em que te conhecia ti, a quem está ao teu lado, a quem me põe a mão no ombro, a quem me chora num abraço sentido, a quem me pede para ficar só mais um pouco, a quem quer que volte... Entre tudo isso e o momento em que me realizei do facto de ser possivel, de tudo o que lutei realmente ter valido a pena. Afinal, não é o que somos, é o que fizémos para o ser.
Eu procurei a felicidade na tristeza, para ser feliz sabendo que o sou. E encontrei o que precisava.
Cheguei à primeira fase da meta.
Parece que foi ontem que a tracei, e, no entanto, escorreram anos desde então.
Lembro-me de tudo, e tudo tão bem. Talvez algumas coisas difusas.
O mais duro mostrou-me a essência do que vale a pena.

Os bons momentos provocam choro, saudade, melancolia... Nostalgia. Mas a verdade é que antes esses que os momentos piores. E nisso, concretizei-me. Sou triste porque sou feliz.

É algo que não se explica, porque simplesmente faz sentido assim ser. É daquelas coisas interiores à própria condição humana.

É tão bom ver o nascer do dia, e sentir o calor do sol na pele, tão de leve, assim como o vento a cantar pelos nossos cabelos, sentir finalmente.

Agora sei que posso ser quem eu quiser, basta querer. E para querer, basta-me saber que sou capaz de mim.

O mais angustiante não é estar na sombra, é estar na sombra e ver a luz tão perto e tão longe. Poder abrir os olhos, mas não haver impulso para deixar o passivo.

É bom por uma vez respirar o ar com cheiro a novidade, como a própria palavra pretende materializar o que isso é.

A inspiração pode estar escassa, e o resultado vê-se a léguas... Mas é uma condição limitada.
"My God's name is LIFE!"