Há momentos em que sentimos que precisamos de uma mudança... Urgentemente.
Sabemos, também, que a mudança acontecerá. Mas somos demasiado ansiosos para esperar, e a incoerência assola a mente humana...
Será que mudar a cor do cabelo mudará algo? Não, só a cor do cabelo...
E experimentare e... Tatuar uma perna? Só vai deixar uma marca para a vida... Mais uma...
Só se... Sair para um sitio qualquer longíquo! Ah, liberdade. Mas o bolso está vazio... E depressa voltaria à ânsia do pão-nosso-de-cada-dia...
É saber que está tão perto, e, ainda assim, duvidar do que acontecerá; é saber que chegou, mas não saber o quê; é saber o que quero, espero e é provável que aconteça, mas não ver o futuro e ter a tranquila (só às vezes) certeza.
Algo virá, é certo. Mas e depois?
É nestas alturas que se torna difícil saber dizer o que é mais fácil: partir ou ficar.
Partir para um novo começo que apague os erros, ao menos os mais suplicantes de tal, que reformate a vida e o seu sentido; que lho dê verdadeiramente.
Ou ficar, para mais um sem número de rumos imaginados que nunca se desenlaçam como deviam; que quando o fazem, é uma alegria de vitória. Mas nunca se alcança a plena alegria. Nunca é verdadeiramente satisfatório...
Nunca se sabe se o lugar para onde se parte, não será o próximo em que se tem a mesma questão... Ficar ou partir... E partir, para onde? Porquê?
Não, isso não é importante. Importante é o "valerá a pena?".
Sim, vale. Quando se trata de ocupar o espaço vazio que todo o ser tem, vale. Só resta saber o que tem a sua forma, e o que o ocupa só para o manter acomodado, funcionando como um veneno.
Só quero desenvenenar o meu espírito, para encontrar o que o ocupa, de aresta em aresta.