18/02/2013

"The hills are alive"

Talvez seja o facto de já não ter de querer agradar... Talvez seja o facto de já não haver muito mais para ultrapassar para concretizar o mais próximo dos meus sonhos... E isso traz clareza ao nevoeiro!

Começamos o dia a nascer de novo, a acordar de um momento morto; vivemos cada dia a pisar um chão ao qual nem damos valor, para o qual muitas vezes não olhamos, mas o qual nos pode fazer tropeçar; olhamos e não vemos - vemos mas não sentimos, sabemos e não pensamos.

Vivemos hoje, e, amanhã, a vida é de outro. Desperdiçamos uma oportunidade e outra surge. Mas os caminhos que se seguem, esses nunca se cruzarão de novo.

Ouvimos os sons e os silêncios que cortam respirações... Mas fartei. Quero-os como a banda sonora que torna cada dia uma película a guardar na estante, que crescerá em prateleiras assim como aumentam as imagens que gosto de, e quero, recordar outra e outra vez.

Porque há quem valha a pena, assim como cada pessoa tem mil e uma funções, dependendo do ponto de vista que se toma, vale a pena o isolar ser só, e quando não há ninguém em redor.