25/01/2011

Don't be a cheap lap dance to the world

As pessoas são movidas de vontades. Vontades são geradas do que se acha conhecer.
Conhecimento é aquilo a que se chama infinito, mas que nos orienta na determinação do significado de algo, e na escolha de caminhos que previmos antes de avançar - não passa de abstracto, mas uma vez que os objectos de aplicação são reais, torna-se concreto e necessário.

Mas o que é o conhecimento fora do ser individual e dentro de um conjunto de pessoas que cada vez é menos altruísta, muitas delas sendo mais a "besta sadia" que o Homem?

De que nos serve concentrar um número infindável de fórmulas, questões matemáticas, indeterminações, leis físicas e filosóficas, linguagem com etiqueta ou com falta dela, regras de sociedade, filosofias, ... , se no fim não fazemos uso disso? De que serve o conhecimento se as fórmulas são incertas e raramente aplicadas universalmente, números somos todos nós neste mundo, leis são premissas à espera de refutação, linguagem são sinais diferentes para o mesmo significado, regras de sociedade são ironia e filosofias já não são individuais mas compradas por popularidade e moda?

Que mundo é este em que o animal supera o Homem em sentimento, ganhando cada vez mais expressão pensativa que o Homem?

E no entanto, dez biliões de pares de pés pisam este planeta, sendo que poucos têm a audácia e a astúcia de deixar de tocar o chão de vez em quando, para que se guiem os outros...
E, apesar disso, dizem que há sociedade, quando não passa de um circo de marionetas: os números já são conhecidos e velhos, e os fios estão ferrugentos do uso excessivo do sempre mesmo boneco.

Para quê ser só mais um par de pés, quando os pés só guiam se a cabeça souber para onde ir?