Onde ficou a noção do "Eu preciso de ti e estarei aqui"?
Onde ficou perdido o momento em que jurámos tudo o que se podia jurar e prometemos o impossível?
Onde falhou? E o quê? Quem? Porquê...
Por mais vezes que ouvisse as mesmas palavras ou as mesmas ideias vindas de ti, era como se fosse sempre a primeira vez que as ouvia. O sabor era o mesmo, o que me provocavam também... As puras reacções, a pura vertente de cada sentimento...
Por mais mudanças que aconteçam... Continuo sem perceber onde conseguiu caber o erro, e porque coube ele...
Cada boca que ousava falar de nós, soltaria um "perfeito"... Sabendo que não o era, e que as palavras não chegam para descrever o que não é feito delas, seria a palavra "perfeita" para o descrever... A palavra que mais se aproximaria do que era...
Talvez mais tarde seja tarde demais... As coisas mudaram, mas não em mim...
Impossível sempre foi, e no entanto aconteceu... O que era o impossível para nós?... Nada.
A saudade atraiçoa um Mundo onde o sonho permanece inalterado. E a verdade amarrota-o, como uma mão, envenenada de tinta, esmaga uma folha branca...
E o Mundo escurece sempre que o teu rosto se prende por detrás de um outro...
E eu? Eu não me meterei no que já não é meu domínio ou parte de mim. Não dessa forma...