08/02/2011

Se é lamechas sentir e querer mais que carne, envergonha-te tu de o achares. Eu não o farei.

Se é estúpido sentir, peço desculpa, mas sou feita de mais do que matéria que apodrece com o tempo.

Se as minhas ideias são diferentes das tuas, alegra-te: é sinal que ainda fazes a diferença em alguma coisa. Se assim não fosse para ser, porque existiria tanta gente, se tudo pensasse o mesmo? Não faria sentido.

No entanto, se mesmo a maior parte das ideias são diferentes, algumas podem ser semelhantes. E são essas que fazem do ser humano um ser social - tem a capacidade de ser um individuo interligado a outros.

Se as palavras que conheces são ditas por várias pessoas, com sentidos diferentes, observa os significados, e tenta conhecer as pessoas, antes de dar significados a cada som que ouves, ou a cada palavra que lês.

Palavras diferentes podem querer dizer o mesmo, mesmo quando ditas por pessoas diferentes... Afinal uma língua não é feita só de uma pessoa, mas sim de, mais uma vez, uma sociedade.

Afinal, quem dita o que é certo e o que é errado? Tu, um ser igual a mim? Seriam essas tuas palavras tão significantes para mim como as que eu pudesse dizer a teu respeito: nada.

Deixa para os deuses e os super-heróis os poder de julgamento e de fazer o bem. Podes aconselhar, e muitas vezes talvez com razão. Mas não afirmes com a certeza de um rei que o certo é aquilo que és.

Faz as tuas correcções e deixa os outros fazerem as suas. Não faças o papel do que não és, caindo no erro de não seres quem devias.