Cada gota de água que cai, volta atrás, mas não é a mesma.
Cai furiosa, cada vez mais depressa, cortando o ar, a cada segundo com mais ânsia do chão.
E caiu, finalmente. E dividiu-se em mil e uma gotas. E nem sentiu metade de seu caminho. Era só água...
Quem me dera.
Sentir o vento ser cortado por uma superfície de nada. Sentir o chão difractar-se ou fazer difractar cada "parte de um todo"... natureza tão simples.
E voltar às origens com tudo o que essa queda me proporcionou, para repeti-la de novo. Evaporar-me e ser superfície de nada de novo.
Repetia tudo de novo.
"[...] Sometimes when it rains there's a rainbow [...]"