14/09/2010

Bad Boys à moda portuguesa

O escandâlo é sempre o mesmo, mas quando chega à justiça portuguesa, a classe é outra.
Há provas, mas não se consegue provar de forma concisa, porque os detalhes escândalosos são mais importantes do que fazer justiça decente.


Temos suspeitos com tudo menos defesa possível. Ou melhor... É a típica história da moeda que salvou alguém de um "tiro" por estar no bolso certo à hora certa.
No que toca à personagem "moeda", a classe da justiça portuguesa sobe níveis consideráveis: pagamos para calar, para falar e até para que se neutralize uma voz que falou de mais...


E as pobres das vítimas, sofrem da popular justiça: o que lá foi, lá foi, já passou e não se pode mudar.


Mas a classe veste luvas e vai ao teatro...
Juízes que não cumprem o seu dever, e a desculpa cai em cima do sacana do word que falhou e não mandou imprimir o que devia. Estas máquinas duvidosas de hoje em dia... Vai de retro satanás se acontece o mesmo ao Estatuto do Aluno!

E no teatro, a classe da justiça mostra do que nos rodeamos e crescemos a admirar: a novela do horário nobre da TVI, mas com a qualidade de passar em directo e de nunca se conseguir antever o fim.

Piores que políticos, mas com melhor fama, os seus protagonistas começam a mostrar quem são: maus actores.
Começa tudo a ser suspeito do mesmo crime - façamos do menor o nosso maior prazer. Mas há sempre alguém que está do lado errado. Depois de termos estragado essa coisa de infância a uma criança, hoje a ser seguida por um psiquiatra, casado e com problemas conjugais, numa depressão pós traumática, sabendo que não foi só uma, o vilão torna-se a vítima e nada é justo, pois foi a sua carreira que acabou, e não é uma vida destruída que é mais importante.


O melhor, ainda é o quadro ter várias réplicas de má qualidade. Mas lá está, quando há bolsas e bíblias, a bala nunca chega onde deve...
E mesmo que se saiba, foi um boato descabido que depressa desaparece... Misteriosamente.