O escandâlo é sempre o mesmo, mas quando chega à justiça portuguesa, a classe é outra.
Há provas, mas não se consegue provar de forma concisa, porque os detalhes escândalosos são mais importantes do que fazer justiça decente.
Há provas, mas não se consegue provar de forma concisa, porque os detalhes escândalosos são mais importantes do que fazer justiça decente.
Temos suspeitos com tudo menos defesa possível. Ou melhor... É a típica história da moeda que salvou alguém de um "tiro" por estar no bolso certo à hora certa.
No que toca à personagem "moeda", a classe da justiça portuguesa sobe níveis consideráveis: pagamos para calar, para falar e até para que se neutralize uma voz que falou de mais...
E as pobres das vítimas, sofrem da popular justiça: o que lá foi, lá foi, já passou e não se pode mudar.
Mas a classe veste luvas e vai ao teatro...
Juízes que não cumprem o seu dever, e a desculpa cai em cima do sacana do word que falhou e não mandou imprimir o que devia. Estas máquinas duvidosas de hoje em dia... Vai de retro satanás se acontece o mesmo ao Estatuto do Aluno!
E no teatro, a classe da justiça mostra do que nos rodeamos e crescemos a admirar: a novela do horário nobre da TVI, mas com a qualidade de passar em directo e de nunca se conseguir antever o fim.
Piores que políticos, mas com melhor fama, os seus protagonistas começam a mostrar quem são: maus actores.
Começa tudo a ser suspeito do mesmo crime - façamos do menor o nosso maior prazer. Mas há sempre alguém que está do lado errado. Depois de termos estragado essa coisa de infância a uma criança, hoje a ser seguida por um psiquiatra, casado e com problemas conjugais, numa depressão pós traumática, sabendo que não foi só uma, o vilão torna-se a vítima e nada é justo, pois foi a sua carreira que acabou, e não é uma vida destruída que é mais importante.
Começa tudo a ser suspeito do mesmo crime - façamos do menor o nosso maior prazer. Mas há sempre alguém que está do lado errado. Depois de termos estragado essa coisa de infância a uma criança, hoje a ser seguida por um psiquiatra, casado e com problemas conjugais, numa depressão pós traumática, sabendo que não foi só uma, o vilão torna-se a vítima e nada é justo, pois foi a sua carreira que acabou, e não é uma vida destruída que é mais importante.
O melhor, ainda é o quadro ter várias réplicas de má qualidade. Mas lá está, quando há bolsas e bíblias, a bala nunca chega onde deve... E mesmo que se saiba, foi um boato descabido que depressa desaparece... Misteriosamente.