15/07/2010

Há coisas que não mudam...

Se podia ter 45 anos e ainda ser assim? Podia, mas hei-de ser sempre.

Sempre que há mudança, pequena ou grande; mudança de pessoas à nossa volta; mudança de ambiente; mudança de responsabilidade; mudança de fases; mudança interior; ...

É como se fosse de novo o primeiro dia de escola, ou o primeiro dia que nos deixaram sair de casa sozinhos. Ou até mesmo a primeira vez que fizemos algo que na altura nos pareceu uma loucura e nos rimos baixinho enquanto corávamos, debruçados sobre nós próprios.
Bons tempos.

Pode até ser a cidade que nos viu crescer, o mesmo sítio de sempre, a que já sabemos as esquinas de olhos vendados. Mas nunca deixa de me surpreender...

Quando acordo com um novo alento para começar algo como se fosse estrear algo completamente novo e vi-se tudo pela primeira vez...

"Hey, vi-te ontem, mas agora é diferente"... É engraçado como há sempre uma criança dentro de nós, mesmo quando joga às escondidas.