25/04/2010

Tempo

Para os que o querem, é escasso; para os que o desperdiçam, é cansativo...
Uns gostavam de saber quanto dura.
Outros gostavam de saber o que o faz durar.
Há ainda quem gostasse de saber o que afinal é isso de tempo, já que não é sempre igual.

É definido como horas, minutos, segundos... Mas horas passam como minutos e segundos parecem, por vezes, horas... Afinal, que é o tempo? Para que serve?

Anos dividem as pessoas por grupos. Ou assim acham. Tudo rótulos.
Quem parece já ter vivido 200 anos, e afinal nem dos 20 passou, em que classe de tempo está?

É o que nos faz viver, é o que faz tudo girar à nossa volta: tudo tem hora marcada. Mas se nem realmente sabemos o que é, porque o usamos assim? De que vale a pena caracterizá-lo, se carácter não tem?

E se não houvesse tempo? E se fossemos nós que fizessemos o nosso?
Isso sim, era um avanço.

E se hoje o tempo deixa-se de o ser, cada um fosse livre da rotina e pudesse fazer o que quisesse? Começava entao o tempo de ser.

Começariam inúmeras peças de puzzle a encontrarem-se. "Eu começaria uma viagem sem ponto de chegada!"; "Eu teria tempo para ser o pai que quero ser"; "Eu poderia viver"; "Nós iriamos para o nosso lugar e de lá não saíriamos", algumas respostas.

Quero que o meu tempo seja só meu. Quero começar a minha viagem sem ponto de chegada.
Estará o tempo preparado para me dar tempo?