Quando não há nada a dizer, mas se quer a última palavra, o orgulho vence.
Mas quando damos a última palavra e não valeu de nada, a insensatez venceu o orgulho.
Ainda pior do que isso, é quando abres a boca só para fingir que sabes. Insensatez aí é favor. Apoderou-se de ti a ignorância da estupidez.
E quando te queres mostrar à altura de quem te rodeia, apenas para atrair as atenções... Perdeste-te. Não és tu, é o teu ego.
E quando tudo isto sai falhado, entras na fase do desespero. Já não interessa o que dizer, mas sim dizer qualquer coisa. Pode ser que tenhas sorte e acertes em... Qualquer coisa.
Acabas por comprar bilhete para a meditação: já estragaste tudo.
Mas meditação sem acção... Que é isso? Tem de haver algo a fazer, ora essa!
Voltas a falar porque, der por onde der, a tua voz tem de ser ouvida. Afinal tens algo a dizer, mesmo que não devesses. Tem de sair.
Mais uma vez, o ciclo repete-se.
Começa a fase da negação: é impossível alguma vez teres dito tal coisa. Impossível.
Acabou esse capítulo, cresces entretanto, e vês o que disseste e porquê. Tornaste auto-suficiente. E deixas de expulsar as tuas barbaridades de ti, mas mentalizaste a pensar nelas antes de de as dar a pensar aos outros.
E por fim, a aceitação: é verdade, eu disse, mas que importa? Não direi mais, já não há nada a dizer...